Artigos

BALEIA AZUL

Temos testemunhado na mídia/redes sociais nos últimos dias o envolvimento de jovens em práticas disponíveis na web que compreendem tanto sugestões de condutas autolesivas quanto práticas de autoextermínio.Não acredito que podemos culpabilizar e até mesmo proibir o acesso a internet, entendendo este como causa dessas questões, pois a web pode tanto auxiliar o adolescente na elaboração dos seus próprios sofrimentos através de expressão em Blogs ou rede sociais, quanto oferecer o acesso a conteúdos perniciosos. Podemos entender esse fenômeno da Baleia Azul como um sintoma de uma sociedade que não aprendeu a valorizar a pessoa e suas relações. Sustentada por uma dinâmica neoliberal, encontramos uma sociedade que tenta retirar o máximo de produção da pessoa, colocando esta na condição de máquina, o que acarretará em pais cada vez mais distantes do lar, exaustos,trabalhando,muitas vezes, em dois empregos para conseguirem sustentar uma família com um mínimo de dignidade (acesso a saúde, educação de qualidade, etc.). Mas é possível encontrar saídas para essa triste realidade social. Existem atualmente muitos meios de comunicação que permitem os pais estarem mais próximos dos filhos, pois o que realmente poderá fazer diferença será o filho perceber um interesse real do pai por ele, a distância física não é o maior impeditivo.A presença dos pais, é muito importante na delicada fase da adolescência. É importante que o pai eleja momentos e dê de si para seu filho, até mesmo para conseguir perceber que o filho não está bem. Nessas horas,os pais reconhecerem seus próprios limites e procurarem ajuda especializada de um psicólogo e nos casos mais graves de um psicólogo e psiquiatra, pode ser o mais sensato a ser feito.

 

Por: Guilherme Wykrota Tostes – Gerente da Psicologia