Baleia Azul

Podemos entender esse fenômeno da Baleia Azul como um sintoma de uma sociedade que não aprendeu a valorizar a pessoa e suas relações. Sustentada por uma dinâmica neoliberal, encontramos uma sociedade que tenta retirar o máximo de produção da pessoa, colocando esta na condição de máquina, o que acarretará em pais cada vez mais distantes do lar, exaustos, trabalhando, muitas vezes, em dois empregos para conseguirem sustentar uma família com um mínimo de dignidade (acesso à saúde, à educação de qualidade, etc.).

Mas é possível encontrar saídas para essa triste realidade social. Existem, atualmente, muitos meios de comunicação que permitem aos pais estarem mais próximos dos filhos, pois o que realmente poderá fazer diferença será o filho perceber o interesse real do pai por ele, a distância física não é o maior impeditivo. A presença dos pais é muito importante na delicada fase da adolescência. É importante que o pai eleja momentos e dê de si para seu filho, até mesmo para conseguir perceber que o filho não está bem.

Nessas horas, os pais devem reconhecer os próprios limites e procurar ajuda especializada de um psicólogo e, nos casos mais graves, de um psicólogo e de um psiquiatra. Isso pode ser o mais sensato a ser feito.

Por: Guilherme Wykrota Tostes – gerente da Psicologia

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